Quem não gostaria de ter tudo como quer quando quer?

Quem nunca sentiu a frustração de ter de viver algo que não era exatamente aquilo que desejava? Quem nunca sentiu a irritação de ter de viver exatamente o oposto daquilo que queria?

Sempre que algo acontece e não é a minha vontade, aprendi a colocar-me a seguinte questão:

“Porque me está isto a acontecer? Qual o sentido?”

Esta simples pergunta ajuda-nos a desidentificar com o ego e a nossa emoção de frustração e a aceder a uma dimensão mais espiritual, mais conectada à nossa alma. E esse é o primeiro caminho para a libertação e consequentemente para a mudança efetiva.

Existem mil e um motivos para que as coisas não aconteçam como nós queremos. 

Aquilo que tenho testemunhado ao longo dos últimos 18 anos a acompanhar pessoas, seja como enfermeira, como terapeuta, como coach ou como mentora, é que às vezes a Vida traz-nos aquilo que não queremos para aprendermos aquilo que precisamos aprender para manifestar aquilo que queremos. Confuso? É simples. 

Existem dentro de nós muitas energias e emoções por processar. 

Aconteceram situações durante a nossa infância (e até vidas passadas para quem acredita) que nos levaram a interpretações e a dar significados que… Muitas vezes não são verdade. 

Por exemplo, uma criança pode ver o pai e a mãe em conflito, absorver essa energia e passar a acreditar (inconscientemente) que a culpa é dela. Como consequência, pode ainda passar a acreditar que quanto mais ela se anular, quanto menos se expressar, melhor é e menos “estragos” faz na relação dos pais. Este fenómeno acontece porque nos primeiros anos de vida nós não temos os nossos limites energéticos bem definidos e absorvemos o que há no ambiente, e consoante as aprendizagens que trazemos, reforçamos as crenças que temos no interior ou criamos novas crenças que estão longe de ser verdade. Neste caso, por exemplo, a verdade é que os pais estão a discutir e que pode ser simplesmente um conflito de adultos e não ter nada a ver com a criança. Até poderia acontecer que quanto mais a criança se expressasse mais os adultos sentiriam a necessidade de união, ou seja a verdade e expressão da criança até poderia contribuir para uma maior união do casal, ou então simplesmente até poderia nem haver relação nenhuma entre o conflito do casal e a expressão da criança. Mas se a criança acredita que a culpa é sua e a maneira de remediar é não expressar e reprimir-se, podemos já imaginar o mundo emocional desta criança quando chegar a adulta – insegurança, tendência a não expressar a verdade, o que levará inevitavelmente a desafios relacionais.

Sendo assim, aprender a ler os sinais internos e externos e descobrir a verdade é fundamental para a nossa evolução enquanto seres humanos. É essencial se queremos ser felizes e conseguir um alinhamento entre aquilo que queremos e o discernimento de compreender o que realmente depende de mim e o que não dependente. Sendo que a forma como interpretamos e como reagimos aquilo que nos acontece é sempre nossa responsabilidade.

Viagem Interior?

Muitas vezes, esta viagem a dentro de nós mesmos só pode acontecer com um guia exterior, alguém que é imparcial mas simultaneamente empático e que ele próprio já tenha viajado nas suas águas o suficiente como para poder acompanhar sem projetar os seus próprios processos no outro. Presença, verdadeira escuta. Um canal puro.

Neste último sábado, dei-me conta de que algo que tinha acontecido há 2 anos na minha vida e que eu tinha interpretado de uma determinada maneira, estava altamente influenciado pela visão de outra pessoa. Descobrir que aquilo que acreditamos durante 2 anos não é verdade, é no mínimo um grande “baque” para o nosso ego. A alma fica feliz porque se abriu a mais uma verdade, mas para mim (e para muitas pessoas) isso não veio sem grandes lágrimas e uma boa dose de sentimento de culpa que precisei sentir e transmutar.

Isto abriu-me uma vez mais a esta grande verdade:

“As crenças não são verdades absolutas.”

Então se eu acredito que eu não posso mudar algo, será mesmo verdade que eu não posso mudar? Ou será que estou em modo cegueira em relação ao assunto? (Como eu estava antes da revelação de sábado…) 

Será que preciso aprender a ir mais fundo de mim e compreender onde está a minha responsabilidade e mudar aquilo que eu posso mudar?

E se realmente eu me deparo com uma daquelas verdades absolutas, como a morte de um ser querido? Será que o que eu queria era viver com aquela pessoa ou animal para sempre e agora deparo-me com a realidade que ele já não está cá e sinto a impotência de que já não posso mudar isso? Que já não há nada a fazer?

Por isso, quando recebi a questão da nossa querida Amália:
“O que posso mudar quando o que queria já não depende de mim”?

… fiquei super entusiasmada para responder! É ou não é uma questão maravilhosa e que, todos nós, em algum momento das nossas vidas já nos perguntamos algo semelhante? E por isso fiz um episódio da Andreia TV completamente dedicado a responder e refletir sobre esta questão: 

O que posso mudar quando o que queria já não depende de mim?

Aceito e avanço? Ou luto por aquilo que eu quero? Quais os limites entre um e outro? Como saber quando tenho mesmo de aceitar e parar de lutar? Como posso ter aquilo que quero?

Como diria Reinhold:

“Concedei-nos Senhor, serenidade necessária, para aceitar as coisas que não podemos modificar, coragem para modificar aquelas que podemos e sabedoria para distinguirmos umas das outras.”  Reinhold Niebuhr 

A qualidade do discernimento e a abertura a sermos acompanhados por outros seres humanos nestas trilhas da nossa Alma é muito importante se estamos realmente comprometidos em viver uma vida feliz, plena e abundante em todos os sentidos.

Sabes aquele ângulo morto que os condutores falam? 

Olhamos por todos os espelhos e mesmo assim não vemos… Não vemos o carro ou a moto ou o peão a aproximar-se… E na nossa vida diária é igual. Continuamos a caminhar com aquilo que vemos, mas aquilo que vemos não é tudo. Há tantos “ângulos mortos”, tantos pontos que nem vemos, tantas peças que faltam no puzzle da nossa vida plena. Ter coragem de realmente ir mais fundo e não desistir nunca daquilo que é importante para nós, é sem dúvida um dos maiores segredos da felicidade. E mesmo quando não podemos ressuscitar alguém que partiu da nossa vida, podemos sempre levar paz, amor e aceitação ao nosso coração. Podemos sempre curar essa perda e abrir o nosso coração a mais um bixinho seja humano ou animal. Precisamos de calor. Estamos vivos e sangue quente nos corre nas veias. No que é importante para ti, não desistas. Pode ser apenas algo que não estejas a ver e pode ser mais simples do que imaginas.

Se precisas, pede ajuda.

Se faz sentido para ti, vê este workshop online gratuito: “Como alcançar a abundância sem viver em abundância constante?” – que te ajuda a definir aquilo que desejas em várias áreas da tua vida e, se no final, sentires que te podemos ajudar, não vás embora sem agendar a tua sessão de planeamento gratuita connosco. Clica aqui para aceder gratuitamente. (coloca o link www.desbloqueiaatuaabundancia.com)

Permite-te abrir a mente sem a expetativa de resultado específico. Podes surpreender-te com aquilo que brotará do teu interior. E partilha com as pessoas da tua vida que também estejam de alguma maneira bloqueadas em alguma situação de “ponto morto”. É uma maravilhosa oportunidade de mergulhar mais profundamente nos mistérios da vida e naquilo que está ao nosso alcance para nos tornarmo-nos verdadeiramente felizes.

Um abraço d’Abundância,

Andreia