Como te relacionas com o drama e as emoções profundas? Como lidas com a dor da perda? Como te relacionas com as despedidas e o dizer “Adeus”?

Como te relacionas com as perdas? Qual o teu estilo individual ou a tua imagem de marca no que diz respeito a estes assuntos?

A pessoa que eu era antes não existe mais

Como estamos quase no final de ano, faço uma retrospetiva e percebo que aquela pessoa que eu era antes, não existe mais. Não a minha essência… essa, cada vez, está mais perto. Mas a personalidade que eu tinha, tem-se transformando tanto que, frequentemente, sinto crises de identidade: com altos e baixos, sou uma mulher cíclica.

Tem sido um desafio a aceitação plena da mulher inteira que sou – emocional, dramática, cómica, cheia de vida e abundante na sua generosidade. Mas também isolada, por vezes, só na imensidão do que me rodeia.

Um caminho de desenvolvimento pessoal traz muitas alegrias, expansão e abundância. Mas também traz momentos de crise, escuridão e solidão.

Desenvolvimento pessoal

A perda faz-nos agarrar ao passado

Trabalhei nos cuidados paliativos com a morte muito perto e com a dor da perda. Na altura, tive necessidade de ir saber mais, explorar mais, tudo aquilo que ainda não sabia na altura. Era que essa era a minha grande aprendizagem e a de muitas pessoas cá na Terra.

Sobrevivemos, não vivemos. A perda custa, a dor da perda é muita, dói e fazemos de tudo para nos agarrarmos (consciente e inconscientemente) ao passado – àquilo que é (aparentemente) seguro.

Ou então avançamos sem sentir, nesta era da dessensibilização. Queremos dar o passo e avançar rapidamente, mas sem nos permitirmos sentir e, sem irmos à nossa sombra, dificilmente avançamos com segurança.

Crescer dói

Ontem, uma grande amiga minha lembrava-me: “Crescer dói, Andreia.” .

Eu que sou um grande espírito aventureiro, tendo já ido para a Arábia Saudita completamente sozinha, vivido em Lisboa, no Porto e na Suécia, agora olho para mim e penso:

Vou sair novamente da casa dos meus pais. Vou morar sozinha. Vou fazer um movimento de 20km no exterior – de Valença para Salvaterra de Miño, aqui na Galiza, para uma casa que é exatamente a mesma que me recebeu quando em 2013 decidi fazer o mesmo movimento e me acolheu amorosamente durante 1 ano. Mas agora… parece que tudo é diferente! No interior, sinto que vou fazer a grande mudança da minha Vida. Sei que não há volta para trás. É fisicamente e emocionalmente o grande corte de cordão umbilical. Agora estou por minha conta. E se, por um lado, esta grande decisão e mudança é fantástica, por outro lado é aterradora!

Eu não queria deixar nada para trás mas queria, sim, algo novo na minha vida!

O teu caminho vai sempre implicar perdas

Viver implica abertura à dor

Viver implica, realmente, ter abertura com a dor da perda. Implica honrar a morte para podermos honrar a Vida verdadeira. Se não, apenas sobrevivemos nas nossas caixinhas de proteção, que nos protegem da dor mas também do amor, da alegria e da abundância.

Nascemos e morremos sozinhos e é por isso que em grandes ciclos de transformação é importante termos quem nos dê a mão e termos a consciência de que esta travessia só há uma pessoa que a pode fazer: nós mesmos.

Cabe-nos a nós a responsabilidade de pedir ajuda quando precisamos, de sermos autênticas e honestas com as nossas próprias necessidades. Somos humanas, somos mulheres de profundo potencial a necessitar de atenção para despertarmos para quem realmente somos, para o nosso poder verdadeiro.

Eu, pessoalmente, quando olho para trás, observo o grande caminho que fiz até aqui no que diz respeito à aprendizagem com as perdas e a saber lidar com a dor da perda.

 

Crescer implica abrirmo-nos à dor e à perda

Se queres algo melhor para ti, tens de saber perder!

Se queres algo novo, solta-te, deixa-te ir e dá o teu passo em frente.

Não de forma inconsciente ou insensível, mas de forma firme e segura em ti, vivendo cada dor, honrando cada perda. A Vida não te pode dar se não houver espaço em ti para receber o novo. Arrisca-te. Sim, tu és capaz. 

De certeza que vais sentir perda, dor, saudade, culpa, dúvidas, insegurança, vontade enorme de voltar a como tudo era antes. 

Mas tu sabes quando já não há volta atrás e escolhes confiar na melhor versão de ti mesma. Escolhes confiar nos teus sonhos, no que te diz a voz interior e continuas a avançar, a estar cada vez mais perto de ti e da magia que levas dentro de ti.

Os meus votos para ti são os mesmos de sempre: paz, amor, abundância, plenitude e realização e que digas que sim aos teus sonhos. E, se sentes que eu sou uma inspiração e que posso ajudar-te, inscreve-te no meu evento ao vivo que decorrerá já em janeiro de 2018 e que contará com workshops, apoio, treino e coaching.

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